Gongolô
Dinho Nascimento
(6943607-9) Genteboa

"Maculelê, não me mate o homem!
Ele é Zumbi, é filho de Zâmbi!"

(domínio popular)

Gongolô, gongolô
Gongolô seu juízo

Mete gunho, mete gunho
Mete gunho no juízo

Oh! Deus do céu
Hosana da Terra
E Paz nas alturas

Tem gente padecendo à toa
Até mesmo morrendo à toa
Sobretudo falando à toa
Principalmente mandando à toa

"Sou eu, sou eu
sou eu, maculelê,
sou eu."

(domínio popular)

Ficha Técnica:

Arranjo: Dinho Nascimento e Ronaldo Rayol
Direção Musical: Renato Luiz Consorte

Dinho Nascimento: voz, violão-nylon, congas, tambor, agongô, bastões de maculelê, coro e arranjo para metais
Ronaldo Rayol: guitarra e arranjo para metais
Renato Luiz Consorte: guitarra e arranjo para guitarra
Anísio Mello Júnior: baixo elétrico, vocal e coro
Neto Botelho: bateria e coro
Aluá Nascimento: bastões de maculelê e coro
Ubaldo Versolato: sax alto
Daniel Allain: sax tenor
José Carlos Martinez: trombone
Juan Martinez: trompete
Marcos Pontes "Caixote": teclado
Ione Papas, Luciana Simões e Orlando Costa: vocal e coro
Ana Tainá, Cissa e Gabriel Nascimento: coro


gongolô:
embuá, palavra da língua quimbundo dos Bantos de Angola (África), usada na Bahia com o significado de emaranhado de pipas (arraias) no ar. Misturar, embaraçar.
maculelê: misto de jogo e dança de bastões do folclore de Santo Amaro da Purificação (Bahia), remanescente dos antigos cucumbis e apresentada nas festas e comemorações da padroeira da cidade (Nossa Senhora da Purificação)
mete gunho: puxar o estirante da pipa, puxar a linha.
Zâmbi: de origem africana, deus supremo dos negros congos.
Zumbi: (Francisco 1655-1695) líder negro do quilombo de Palmares (Serra da Barriga/AL)